Colégio Padre Antonio Vieira

Nossa História

Idealizado a partir de um sonho conjunto de Carmen Saavedra, Décio Werneck e Thomaz da Câmara, o Colégio Padre Antonio Vieira tornou-se realidade no dia 1º de setembro de 1940. Tudo começou num prédio alugado, no Humaitá, com apenas 20 alunos. Os três uniram-se com o objetivo comum de fundar, no Rio de Janeiro, um colégio para meninos dentro dos princípios cristãos, baseado em bem-sucedidos modelos pedagógicos, seguindo exemplos de escolas inglesas. 

Em 1951, além do que chamamos hoje de Ensino Fundamental, o colégio passou a oferecer os cursos clássico e científico, o atual Ensino Médio. 

Na década de 60, já em completa e efervescente atividade, os diretores decidiram comprar o imóvel em que a escola estava instalada, contando com uma sociedade de amigos e também pais de alunos. 

Da época, as mangueiras e o campo de futebol permanecem até hoje, mas em 1963 foi construído um novo prédio, de três andares, mais adaptado às necessidades do colégio. Também foi criada a Associação de Antigos Alunos, que desde então se reúne para almoços, jantares e até partidas de futebol, reforçando os laços de amizade entre os estudantes que fizeram parte da trajetória do Colégio.

O Colégio Padre Antonio Vieira mantém os princípios cristãos, que serviram de base para a sua fundação, aliados a uma proposta pedagógica que visa ao desenvolvimento humano, educando para a formação da personalidade e estimulando o compromisso social e o senso de responsabilidade.

 

Entendemos o homem como um ser dotado de razão, sensibilidade e vontade própria, visamos desenvolver estas competências por meio de nossa ação pedagógica, sem deixar de lado a importância do bem-estar emocional e do desenvolvimento da sociabilidade. O aluno deve não apenas sentir-se parte de uma comunidade, mas ter senso crítico em relação a ela e consciência de sua responsabilidade dentro desta. Prezamos a liberdade de religião e de pensamento para tornar o mundo melhor e mais humano.

 

Nossos principais valores são o respeito e a justiça, e neles fundamentamos a nossa ação educativa, no intuito de contribuir para a formação de pessoas capazes de um convívio fraterno entre seus pares, conscientes de sua responsabilidade social e de sua cidadania.

Hino do Colégio

Revivamos, em nossas fileiras,
De Vieira, patrono leal,
As virtudes tão brasileiras,
De nobreza, bravura, moral

Ombro a ombro, na dura escalada
Do saber, de um grande ideal:
{“Alte et recte” – a palmeira arrojada
É o brasão de uma estirpe real.} BIS

Se em teu peito refulge o Cruzeiro,
Que o destino te rege e conduz,
Estudar, teu dever brasileiro,
Pois és líder, um rastro de luz.

 

Ombro a ombro, na dura escalada
Do saber, de um grande ideal:
{“Alte et recte” – a palmeira arrojada
É o brasão de uma estirpe real.} BIS

Sempre unido estarei aos colegas,
Nos embates futuros da vida,
Sem fugir, ao calor das refregas
Pelos meus, pela pátria querida.

Ombro a ombro, na dura escalada
Do saber, de um grande ideal:
{“Alte et recte” – a palmeira arrojada
É o brasão de uma estirpe real.} BIS

Letra: Fernando Baptista Gonçalves
Música: Ian Rudge Werneck

 

Padre Antonio Vieira

António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador, 18 de julho de 1697), mais conhecido como Padre Antonio Vieira, foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus.

Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Seus sermões eram instrumentos de ação política e social, pois articulava seu pensamento na defesa de grandes causas.

Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. 

Era por eles chamado de “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi).

António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

Sua luta pelos direitos humanos, pelo respeito à vida e aos valores cristãos o tornam um exemplo a ser seguido pelos educadores de nossa escola e uma referência para os alunos.